Quando eu comecei a mexer com o Linux, na época em que o Slackware era a distro mais conhecida, eu tinha muito preconceito a respeito do RedHat. Um pouco mais tarde, lá estava eu utilizando somente o RedHat por causa da facilidade de manutenção dos pacotes (instalação, desinstalação e atualização).
Em seguida, passei a utilizar o Debian que também tinha (e tem) um gerenciador de pacotes interessante, até que de repente surgiu a Conectiva. Eu sinceramente não tinha botado nenhum pouco de fé nessa distribuição e também tinha um preconceito danado por ela ser brasileira. Alguns meses depois, lá estava eu trabalhando na Conectiva e por durante 4 anos em que estive trabalhando por lá, essa foi a minha distribuição predileta.
Depois que eu saí da Conectiva, eu fui trabalhar na XL Solutions e como o foco da empresa é o Linux independente de distribuição, para mim todas as distros já eram iguais, pois o que importava era a base do sistema que eu customizava ou dependendo do caso, usando o kernel padrão da própria distro e então passei usar o Mandriva (fruto da união entre a Conectiva e Mandrake) como a minha distro preferida.
Já contente com essa distribuição (Mandriva) fiz alguns manuais, howtos e ajudava um pouco a comunidade até que eu conheci o Ubuntu. Hoje tenho Ubuntu no meu notebook, no meu desktop e em servidores e gosto muito dessa distribuição.
A mesma coisa acontece com o gerenciador de janelas. Até antes de utilizar o Ubuntu, sempre utilizei o KDE por durante anos e odiava o Gnome. Engraçado, hoje eu utilizo o Gnome e odeio o KDE. A minha esperança de voltar para o KDE seria a versão 4 que foi lançada recentemente, mas eu fiquei tão frustrado com esse lançamento, que eu preferi ficar com o Gnome mesmo, pois achei o KDE 4 horrível.
Na quinta-feira que vem, dia 10/04/08, vai fazer 13 anos que tenho contato diretamente com o Linux, sendo que desses 13 anos, 11 eu utilizo para fins profissionais implementando soluções.
Estarei comprando em breve um MacBook (ainda estou decidindo se farei isso) e nele estarei instalando o Linux, mas deixarei como dual boot com o Mac OS x para poder conhecer melhor esse sistema operacional que vem crescendo muito a utilização do Brasil e no mundo.
Será uma nova quebra de conceito?

